Berriel critica incêndios urbanos em Marília.
Berriel critica incêndios urbanos em Marília.

Indignada, Alessandra Berriel entrou em defesa do meio ambiente

Atear fogo em terrenos baldios ainda é uma prática vista na cidade de Marília. Isso parece ser o resultado de uma mistura de hábito de vandalismo de uns, falta de fiscalização pelo poder público municipal e uma histórica política de privilégios para outros, perante a Lei Orgânica de Marília.

No último dia 20, moradores do bairro Senador Salgado Filho foram afetados, mais uma vez, por uma queimada ilegal em uma ampla área com terrenos urbanos, localizados entre as Ruas Maria Silvia Almeida Delfino e o trevo de acesso à Avenida Presidente Roosevelt/Santo Antônio via a Rodovia Transbrasiliana (SP-294). Segundo relatos, os terrenos pertencem a famílias de grande posse e também ligadas ao bairro Salgado Filho. Isso causa estranheza, pois, na economia de algum dinheiro para o cuidado legal dos seus terrenos, estas pessoas optam pela “economia porca” em detrimento dos danos causados?

Os bombeiros foram acionados pelos moradores e tiveram que enfrentar o fogo à pé, já que o caminhão pipa ficou estacionado a beira da SP-294. Um outro carro de bombeiros foi acionado, mas apenas passou pelo local para averiguação da condição do fogo e controle dos bombeiros.

Indignada por ter que constantemente lidar com este problema, a ex-modelo internacional e hoje ativista social, Alessandra Berriel, moradora do bairro, chamou a reportagem do Programa Marília Agora para denunciar as queimadas no Salgado Filho. Diante da difícil situação de fazer algumas pessoas entenderem que atear fogo em terrenos urbanos é crime contra a Lei Orgânica de Marília, Berriel disparou,

“Não é por que o terreno é seu que você pode colocar fogo. O ar que as pessoas respiram não é seu!”.

Berriel também apontou para os danos causados por tal prática ilegal. Além de prejudicar gravemente a respiração de crianças e idosos, em especial, a fuligem preta (mato queimado levado pelos ventos) suja as roupas do varal e invadem casa adentro, causando transtornos para as famílias. Além disso, após as queimadas, pode-se ver certos bichos (cobras, insetos, pequenos animais) perdidos vagando pelas ruas e entrando nas casas, já que seus habitats foram destruídos.

Fontes: Programa Marília Agora! | Marília Global (22/01/16).