Colher é utilizada para espalhar manteiga na massa. Alessandra Berriel denominou a cooperativa das mulheres de Coolheres pela utilidade e providência deste utensílio doméstico.
Colher é utilizada para espalhar manteiga na massa. Alessandra Berriel denominou a cooperativa das mulheres de Coolheres pela utilidade e providência deste utensílio doméstico.

Proposta: Assistência social e capacitação profissional da mulher

PROBLEMA

Segundo o senso de 2010, Marília conta com 215 mil habitantes, sendo 112 mil mulheres[1]. A população feminina é a mais afetada pela violência, precarização do trabalho e desemprego. Por conta disso, em todo o Brasil, 93% dos titulares dos benefícios do Bolsa Família são mulheres. Nesses casos, são elas as chefes de família, responsável pelos filhos e que contam com a ausência dos maridos, seja por abandono ou por outras razões.

Em Marília esse cenário não é diferente: 94% dos titulares dos mais de 8.100 benefícios concedidos à cidade são mulheres. A cidade recebeu, em 2015, 11 milhões de reais do programa Federal [2].

A situação da mulheres em Marília é ainda mais dramática se levarmos em conta o números da violência e criminalidade, que além de as afetarem diretamente, tem outro efeito indireto, na medida em que maridos e filhos acabam encarcerados, o que traz ainda mais responsabilidades às mulheres que precisam cuidar da família e dos familiares que encontram-se presos.

PROPOSTA

Defendemos que esse cenário pode apenas ser revertido através do emponderamento da mulher, ou seja, sua independência financeira, emocional e política. Nesse sentido, pensamos que o Estado deve trabalhar para acabar com as desigualdades, sejam elas raciais, sociais, políticas ou de gênero.

Assim, nossa ideia é realizar um cadastro das mulheres em situação de vulnerabilidade social e organizarmos cooperativas e oficinas profissionalizantes junto a essas mulheres. Conhecendo as especificidade e a condição da mulher em nossa cidade, a ideia é que possamos conquistar a independência material juntas e que possamos nos emponderar ante a sociedade.

PROJETO

Nosso projeto é o da criação das Cooperativas das Mulheres (Coolheres), que serão implementadas de acordo com as demandas de cada área. Inicialmente, o objetivo é criar um em cada zona da cidade (Norte, Sul, Leste, Oeste) e operar a partir das habilidades das mulheres cooperadas.

A operacionalização do projeto ocorrerá da seguinte forma:

  • As cooperativas serão organizadas, geridas e pensadas pelas mulheres e para as mulheres.
  • Em cada zona da cidade, será feito um cadastro das mulheres interessadas.
  • A definição do objeto de trabalho das cooperativas será definido de acordo com as habilidades das cooperadas e de acordo com a demanda local. Por exemplo: se um grupo de mulheres tem habilidades para a cozinha, será pensado em uma cooperativa a partir disso.
  • A prefeitura contribuirá com a estrutura necessária para a inicialização do projeto, para o treinamento técnico das mulheres e para o auxilio de gestão da cooperativa.
  • As Cooperativas das Mulheres funcionarão como um programa de capacitação profissional, a partir da experiência prática e com capacidade real de retorno financeiro.
  • O retorno financeiro gerado pelas cooperativas será totalmente revertido para as próprias cooperadas igualmente.
  • A prefeitura disponibilizará pessoal e apoio necessário para que as cooperativas sejam instaladas e para as crianças sob responsabilidade das cooperadas.
[1] A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é que a população de Marília chegue a 236 mil em 2016, mantendo a porcentagem de 53% de mulheres e 47% de homens.
[2] Os dados são do próprio programa, que podem ser obtidos pelo endereço eletrônicowww.bolsafamilia.gov.br.

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