Vejam o que ocorre em Marília. Conheço bem o estado de São Paulo e sei que essa realidade é vista em centenas de municípios.

A coleta de lixo na cidade foi feita exclusivamente pela prefeitura até 2012. A partir de 2013, o poder executivo de Marília realizou licitações para contratação de empresas privadas para auxílio na coleta de lixo.

A partir de 2012, os gastos com a coleta de lixo tiveram um salto. O aumento ocorreu por conta dos repasses da Prefeitura para as empresas que passaram a dividir o ônus da coleta com a prefeitura.

Hoje esse valor chega ao montante de 12 milhões de reais – uma média de mais de 1 milhão de reais por mês, só de repasse para as empresas envolvidas na coleta.

Esse gasto exorbitante é fruto de uma má administração pública, que pensa a coleta de lixo doméstico de uma forma ultrapassada. A justificativa dada é a de que é necessário desonerar os cofres públicos, porém, não é o que se observa com a decisão de realizar parcerias com empresas – a valores altíssimos – e tendo um plantel de funcionários públicos capazes de executar a tarefa.

Proposta

Nesse sentido, a reflexão que fazemos sobre a coleta de lixo doméstica é de que ela deve ser realizada de forma seletiva, ou seja, separando-se os materiais (papéis, metais, plásticos, orgânico, etc.) e organizando assim a coleta. Essa não é uma forma nova, ao contrário, é o sistema de coleta de lixo adotado na maior parte dos países, porque está em consonância com o compromisso ante ao meio ambiente.

Mas é preciso cobrar o Governo para que cumpra o seu papel e além disso incentive e fiscalize a aplicação das Políticas Públicas de Meio Ambiente nos municípios. Esse é o nosso compromisso como candidata a deputada estadual. E não precisa de mágica para realizar essa proposta.

Olhem só: o investimento em coleta seletiva proporciona várias vantagens em relação aos custos ambientais, pois nos municípios que ela é adotada, observamos a redução de custos com a disposição final do lixo, o aumento da vida útil de aterros sanitários, a diminuição de gastos com remediação de áreas degradadas, a educação e conscientização ambiental da população, a redução dos gastos gerais com limpeza pública e a melhoria das condições ambientais e de saúde pública da cidade.

Além disso, a coleta seletiva proporciona a geração de empregos – diretos e indiretos – a partir da instalação de novas indústrias recicladoras na região e ampliação de indústrias recicladoras já existente; e ainda propicia o resgate social de indivíduos através da criação de associações de cooperativas de catadores.

Portanto, evidenciamos que a forma como a coleta de lixo doméstica feita é equivocada, pois, além de ter um alto custo, agride o meio ambiente e não dialoga com a sociedade e os profissionais que trabalham com reciclagem.

Assim, a implementação, o incentivo e a fiscalização de Políticas Públicas de coleta seletiva seria o melhor caminho para a questão do lixo doméstico.