Alessandra Berriel luta por representatividade feminina em Marília

Berriel se encontrou com Maria Rosa, Ana, Sônia e mais um grupo de mulheres na Zona Sul de Marília

“Sim, fui até a Câmara Municipal com o objetivo de chamar atenção sobre a falta de representatividade da mulher em Marília. Desde a sua primeira turma de vereadores, em 04 de abril de 1929, tivemos ao longo destes 89 anos de atividade legislativa apenas quatro vereadoras.”

As palavras são de Alessandra Berriel, ativista social e candidata a deputada estadual e uma das poucas representantes mulheres dentro dos quadros políticos da cidade.

Ainda, segundo Alessandra Berriel, a baixa representatividade se completa com a ineficiência programática das propostas apresentadas.

“Como se já não fosse um problema a falta de representatividade feminina, temos também que saber qual perfil de vereadora queremos eleger. Sabemos que em casos recentes nossas representantes na Câmara também viraram as costas para a população e legislaram em prol de interesses obscuros e muitas vezes até mesmo contra a nossa população”.

Ativista social, Berriel foi uma das principais modelos brasileiras dos anos 80 e 90, onde também se destacou na luta por direitos trabalhistas da categoria ao mesmo tempo em que cobrava mudança no comportamento dos profissionais da moda, como respeito aos horários, condições de trabalho e legislação.

Suas ações sociais se destacaram pós passarela, quando em 2015, dias após a tempestade que devastou as regiões Oeste e Sul de Marília, mobilizou o Brasil e o exterior para, por meio de doações, levar materiais, comida e conforto espiritual onde o poder público local faltou.

Para ela,

“O papel fundamental de votarmos em mulheres nestas eleições é pra trazer o olhar feminino para a política, o cuidado que a mulher tem com o próximo.”

Questões voltadas para a segurança e qualificação das mulheres também são suas prioridades, como a proposta de realização de cadastro das mulheres em situação de vulnerabilidade social para organização de cooperativas e oficinas profissionalizantes, e o projeto de segurança da mulher como questão social e cultural, com atuação da Guarda Municipal específica para as mulheres.